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quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Nova animação da Disney e Pixar 'Soul' pode ser um dos grandes nomes nas premiações

janeiro 14, 2021 1
Disney+ / Divulgação


A nova produção da Disney e Pixar lançada no natal de 2020 no Disney+ foi bem recebida pela crítica por abordar assuntos delicados como vida e morte, sonhos e explora de forma divertida os reinos cósmicos criados na história, buscando respostas às perguntas mais importantes da vida.


A jornada se passa nas ruas da cidade de Nova Iorque onde o musicista e protagonista, Joe Gardner (Jamie Foxx), é efetivado na escola de ensino fundamental onde ensina música. Apesar de amar o que faz, Joe sonha em ser um grande nome no Jazz. Após conseguir a oportunidade de sua vida sendo convidado a tocar no lendário club de jazz The Blue Note com a renomada Dorothea Williams (Angela Bassett), Joe fica muito animado e ansioso com a ideia, quando em um acidente se transporta para fora de seu corpo e a partir daqui embarca em uma jornada nos dois mundos, o cósmico e o terrestre onde o protagonista conhece a personagem 22 (Tina Fey) que juntos buscam entender e explorar suas paixões e que o seja a construção do seu próprio EU.



Disney / Divulgação


A Pixar Animation Studios nos leva a mais um universo fantasioso, colorido e aventuresco. E como é costume da produtora abordar pontos bastantes humanos como amizade, família, perdas e luto. Em Soul não foi diferente, alguns pontos foram até que bem mais intensificados, psicologicamente, como a busca pelo o que seja o seu EU e de onde vem nossas paixões e sonhos.


Assim como em suas últimas e brilhantes produções carregadas de emoções e lições tais como "Dois Irmãos", "Viva, a Vida É Uma Festa" e "Divertida Mente", A Pixar Animation Studios nos trouxe dessa vez um universo cósmico pré e pós vida, que de uma maneira sútil e bem animada nos ensina a como não viver presos às amarras do propósito.


Dirigido e produzido por Peter Docter e Dana Murray, “Soul” começou a ser pensado em 2016 logo após o sucesso de "Divertida Mente" com o Oscar de Melhor Filme em Animação, segundo o próprio diretor em uma entrevista cedida ao The Hollywood Reporter. Peter produziu grandes animações como “Monsters S.A” e “Up! Altas Aventuras”, porém “Soul” foi seu último trabalho como produtor, isso porque ele foi promovido a CCO da Pixar e está empenhado a buscar novos talentos.


O trabalho do CCO não é fazer filmes. É guiar as outras pessoas. Fiquei preocupado no início, pensei que seria algo que me tiraria daquilo que amo fazer. Mas, vem sendo surpreendentemente recompensador.

 

Com menos de um mês de lançamento, o longa conseguiu sua atenção na mídia e da crítica, isto mérito de uma boa divulgação da Disney. E como dizemos no título, pode ser um dos grandes indicados nas futuras premiações devido a sua ambientação colorida e criativa, estonteante e original maneira como a Pixar lida e desenvolve temáticas psíquicas adultas.





De forma fantasiosa o filme vai criando seu próprio universo cósmico e desempenha um excelente trabalho, principalmente em algumas partes do filme como o universo astral que liga as emoções das pessoas vivas com seus sonhos e anseios, onde entra o personagem hippie Moonwind (Graham Norton). A paleta de cores é cativante e encantadora com a utilização em grande parte de azul turquesa e branco com tonalidades pastéis, podendo render algumas indicações em categorias fotográficas. Roteiro é mediano e bem desenvolvido sem muitos altos e baixos, porém bastante previsível. O espectador já consegue ter uma ideia de como será o desfecho e sem muita surpresa. Um ponto a pensar sobre a produção.


Outro ponto que se pode levar em consideração, comparado a outros títulos da mesma produtora e outras assinaturas do diretor, é o investimento nos personagens secundários que compõem o elenco. Em "Soul" isso ficou a desejar, os "Zés", criaturas místicas que atuam na administração do que seria o "céu", poderiam ter sido bem mais desenvolvidos - até mesmo seus nomes. A impressão que fica é que não deve muita atenção e fizeram algumas simples linhas vetoriais no Adobe Illustrator, mas pode ser compreendido pelo seu cunho fantasioso. O universo astral do navegante Moonwind merece todo uma atenção pelo brilhante desenvolvimento do cenário. Os monstros que nada mais são do que pessoa que se perderam de seus sonhos, ou se entregaram a ansiedade e místicos de emoções onde as almas de pessoas que estão vivas "flutuam", particularmente um dos melhores cenários do filme.


Saindo mais de uma questão técnica e adentrando agora em uma psicológica, Peter Docter arrasou nesse quesito. Como já falamos é costume da produtora e do autor produzirem filmes bastante emotivos e carregados de lições de vida. Neste longa, Peter explorou nossos propósitos e sonhos. Além de mostrar outra visão de mundo que normalmente não vemos sobre a felicidade estar em aproveitar as coisas simples da vida, contudo quem assistiu o final esperava que o personagem Joe se conformasse com sua partida do mundo físico, e compreendesse que sua jornada na terra chegou ao fim, mesmo que de uma forma inesperada, entretanto o autor permitiu que ele retornasse ao seu corpo. Deixar que Joe continuasse na grande luz branca da pós-morte poderia ter sido uma boa forma de trabalhar a perda e o luto.

Conta aqui pra gente qual sua cena favorita do filme.




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domingo, 19 de julho de 2020

Por que assistir "Little Fires Everywhere"? A gente explica

julho 19, 2020 0

Little Fires Everywhere, ou Pequenos Incêndios Por Toda Parte, em tradução livre, é a nova aposta da Hulu deste ano, e nossa indicação da semana.

Baseado no romance de Celeste Ng de 2017 e produzida pela plataforma de streaming Hulu, "Little Fires Everywhere" é uma minissérie de drama familiar estadunidense lançada em março de 2020 e estrelada por Reese Witherspoon, como "Elena Richardson" e Kerry Washington como "Mia Warren", e está pegando fogo!

A produção ganhou visibilidade na internet desde sua estreia no primeiro trimestre do ano por abordar alguns temas sociais como, a questão do racismo, desigualdade social, vingança, aborto, carga emocional e levantou uma discussão sobre a relação de maternidade. Além de muita intriga e confusão. Aquele tipo de série que é "eita, atrás de eita".



A jornalista chefe de família, Elena Richardson ver sua vida se transformar após a chegada de suas novas vizinhas Mia e Pearl Warren (Lexi Underwood) de classe social bem diferente dos demais vizinhos da cidade tradicional de Shaker Heights, no estado norte-americano de Ohio.


As duas têm suas vidas entrelaçadas quando Mia passa a morar de aluguel na casa da família Richardson. E após Elena descobrir algo que desperta sua curiosidade sobre o passado da misteriosa e reservada, Mia, as duas se veem em uma trama envolvente cheia de descobertas, intrigas e vingança.


Com personagens muito bem desenvolvidos e um roteiro nada previsível, "Little Fires Everywhere" também dar um show de produção. A Hulu costuma investir bem em suas produções, "The Handmaid's Tale" que o diga, e nesta ela não decepcionou. A direção de fotografia e arte muito bem trabalhas por Trevor Forrest e Jeffrey Waldron, que utilizaram das cores fortes e escuras para montar um ambiente misterioso e cheio de drama nível hard, além da escolha de tonalidades frias e amareladas para desenvolver a dupla dinâmica da narrativa entre as protagonistas de classes sociais diferentes. Para quem ama um novelão, está aí uma boa indicação.





A série encontra-se disponível no catálogo da Hulu e da Prime Video, tendo atualmente 1 temporada de 8 episódios sem continuação, isto segundo a própria produtora, Liz  Tigelaar, ao afirmar que a história está totalmente fechada e o espectador pode esperar uma conclusão ao final da temporada.

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domingo, 12 de julho de 2020

Dica de leitura: "Imagine and Preferences", narrativa alternativa, ajuda a exercitar sua imaginação

julho 12, 2020 3

Com estilo de narrativa conhecida como imagine, bastante popular em plataformas de leitura como Wattpad, Tiffany Robert vai te ajudar a imegir no universo de suas histórias. Confira

As Imagines são estilos de narrativas alternativas que foram ganhando popularidade em aplicativos de leitura e publicação de histórias, como o Wattpad. Nessa narrativa, o texto é escrito em 1° pessoa onde o personagem principal (o próprio leitor) tem uma interação direta com seu ídolo, podendo também ser um personagem.

As Imagines devem ser textos de rápido e de fácil compreensão pois o objetivo é a imersão do próprio leitor na história, como se fosse sua própria imaginação. E isto é uma das poucas coisas que a diferencia das fanfics (fan fiction), que foi um termo criado por fãs que se baseam na personalidade de seus ídolos para criar e desenvolver histórias fictícias não lucrativas, podendo ser narradas em 1° e 3°, ter uma história mais ampla e usar como referência apenas a imagem do ídolo em contextos diferentes. Criar novos personagens para interagir com o mesmo, e o texto podendo ser mais longo sendo possível até tornar sagas.

Partindo de toda essa ideia de imersão, nossa indicação será "Imagines and Preferences" de Tiffany Robert.

São 5 histórias de gênero romance que exploram o universo da Mavel e seus personagens, os quais Tiffany tem como objetivo aproximar do leitor. As histórias são também divididas em duas partes: temáticas e não temáticas.

Para os fãs da Marvel e de romance esta é uma ótima indicação de leitura. "Imagine and Preferences" encontra-se disponível gratuitamente no Wattpad.

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domingo, 28 de junho de 2020

Dica de Série: Por que assistir "Fleabag"

junho 28, 2020 1

"Fleabag" é uma produção cômica da Prime Video com parceria da BBC, dirigida e interpretada por Phoebe Waller-Bridge (Fleabag). A série é um mergulho na mente inquieta e fervilhante de uma mulher londrina inteligente, sarcástica e devastada, que tenta lidar com as situações da vida ao mesmo tempo que precisa seguir em frente após o luto.


Autêntica, engraçada e irônica, Fleabag é uma série de comédia dramática que não exige muito de quem assiste. Com um estilo de narrativa diferente, a proposta é aproximar ainda mais o telespectador com os pensamentos da personagem, como em um livro narrado em primeira pessoa. Em muitos momentos durante a narrativa, a personagem direciona seu olhar para a câmera e compartilha com o espectador seus pensamentos e desejos, e isto torna a experiência ainda mais imergente na vida da protagonista, além de propor aproximação, empatia e sarcasmo.


A série possui um total de 17 prêmios, dentro os principais, 2 EMMYs de Melhor Série de Comédia e Melhor Programa de TV, e 2 Globo de Ouro, sendo 1 de Melhor Atriz de Comédia.


Fleabag pode se considerar um sucesso eminente, se destacando com sua qualidade cômica, narrativa ao mesmo tempo que trabalha com a simplicidade e o cotidiano de uma mulher frustrada.

Obviamente que ninguém espera assistir algo onde nada parece dar certo para o protagonista, isso quebraria a expectativa do público. Porém, Phoebe Waller-Bridge soube investir na personalidade e diálogos de Fleabag, tornando uma personagem forte e indiferente.

Fleabag possui 2 temporadas e estão disponíveis no catálogo da Prime Video, porém, segundo a própria criadora, a série não terá uma terceira temporada.


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domingo, 14 de junho de 2020

Dica de filme: Por que assistir The Room?

junho 14, 2020 0

Domingo é aquele dia de ficar largado no sofá ou na cama e vasculhar o catálogo das plataformas de streaming em busca de um bom filme. Pensando em descomplicar um pouco isso, a dica de hoje vai para "The Room".


Uma produção de suspense europeia lançado em 15 de abril de 2019 no Festival Internacional de Cinema de Bruxelas. A produção dirigida por Christian Volckman e estrelado por Olga Kurylenko como "Kate" e  Kevin Janssens como "Matt".

The Room ou "A Sala", em português, é uma boa opção para quem curte gêneros como Drama, Terror e Mistério, pois o suspense só aumenta à medida que o roteiro se desenvolve, aumentando também o mistério em descobrir a história por trás do quarto. Contudo, o enredo centra-se apenas no casal de jovem que se mudam para uma casa e descobrem um quarto estranho e escondido que pode satisfazer qualquer desejo material. Eles vêem nisso uma forma de se divertir e vão longe demais ao usá-lo para criar um filho.


De início o filme pode parecer parado, chato e talvez um pouco previsível, mas o meio e o final são surpreendentes pois utilizam algumas jogadas psicológicas encontradas em filmes como Hush: A Morte Ouve que quem assistiu sabe como é ficar agoniado.

E como qualquer atitude tem consequências, eles não estão imunes a isto, e talvez apenas um filme não seja suficiente para mostrar as consequências...



The Room encontra-se disponível no catálogo do Prime Video.
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